Dezembro se aproxima e com ele as festas do final do ano. Natal e Ano-Novo fazem deste mês um dos mais rentáveis para a indústria e comercio. Todos os anos, este é o período onde são oferecidos empregos temporários nos dois setores para dar conta das encomendas e atendimento. A economia se aquece e o pagamento do 13º e, possivelmente, da remuneração das férias trazem um “gás extra” ao bolso do trabalhador. Mas o que fazer pra não estourar o orçamento? Como calcular até onde podemos ir com os gastos de fim de ano? Quanto reservar para as despesas do início do ano? No mês que montamos a árvore de natal e encomendamos o peru, parecemos inebriados com a euforia das festas e, muitas vezes, esquecemos de pensar no quanto precisamos reservar do orçamento para a virada do ano. Material escolar das crianças, matrícula do colégio, licenciamento e seguro do carro, gastos de viagem como passagens e hospedagens são algumas das despesas que representam um grande impacto no orçamento doméstico, de janeiro de cada ano. O problema é ainda maior quando, por razões diversas, o cidadão comum acumula dívidas e vê-se em situação difícil. Como diz o ditado popular: além da queda, coice! A solução parece ser uma só: planejamento!
No primeiro caso, o melhor é fazer as contas. Some tudo que tem que pagar (contas) e comprar (presentes), veja se dispõe do montante nas datas. Dê prioridade às contas. Assim o restante poderá ser usado de acordo com sua disponibilidade e ordem de prioridades. Se o seu caso é o segundo (você devedor), a sugestão é usar o 13º no abatimento total ou parcial da dívida. O que restar dela deve ser negociada e dividida em parcelas. Caso isso não seja possível, fuja dos juros altos dos cartões e parta para um empréstimo que usará no pagamento das dívidas, de preferência no banco que oferecer os juros mais baixos, sempre com parcelas dentro da sua capacidade de pagamento.
Este texto não se trata de uma apologia ao “anti-consumo”. Trata-se de um apanhado de sugestões de ações, simples, de grande impacto na saúde financeira da família. É fundamental que a cultura do planejamento financeiro faça, cada vez mais, parte da educação de todos. O Brasil crescerá ainda mais. Acompanhar e registrar as despesas, poupar, aplicar bem os vencimentos, e principalmente, não comprar (gastar) o que não se pode pagar, diminuirá a inadimplência e suas terríveis conseqüências: endividamento e desemprego.
Compras? Sim! Depois de fazer as contas.
Dimas de Castro e Silva Neto
Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham
Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri de 25/11/2008 e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 25/11/2008.
4 comentários:
É... A situação não é das melhores, mas se soubermos que o importante dessas datas é que exista união, amor e companheirismo, os presentes materiais ficam em segundo plano... Viva às lembrancinhas e mais ainda aos bons sentimentos!!!
;)
Otimos conselhos, principalmente, vindo de uma professor formado em engenharia. Espero, por essa qualidade, que seja ouvido por milhoes de consumidores avidos pelas facilidades do mercado. Propensao marginal a consumir.
Ednaldo Morais - Economista e aluno de Espec em Gerenciamento da Construcao Civil
Mana querida,
Só vc mesmo pra concluir com tanta graça o lado mais puro da econòmia doméstica...kkkkkkkkk
Obrigado e muitos beijos!
Caro Ednaldo,
Fico honrado em receber seus elogios, principalmente vindo de um destacado aluno e furuto Especialista em Gerenciamento da Construção Civil! É preciso educar, capacitar e tornar comum a cultura do planejamento das finanças no seio da família brasileira. Obrigado e abraços,
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