sexta-feira, 27 de junho de 2008

Planejar e Fazer

É fácil imaginar que, ao longo de sua história, o homem tenha tentado todas as formas de antever o futuro. Empenhados nessa tarefa, estiveram os profetas, as bruxas, os adivinhos, os videntes. Todos, até os nossos profetas das secas, tiveram seus momentos de glória, seu espaço na mídia. Sem abandonar esse desejo de conhecer o amanhã, o homem veio, gradativamente, descobrindo sua capacidade de construí-lo.

Hoje, construir o futuro é uma imperiosa necessidade e, mais do que isso, ele precisa ser construído de modo a atender as necessidades das novas gerações. Errando, estaremos à mercê das criticas e invariavelmente seremos condenados, como incompetentes, por nossos netos e bisnetos e por seus netos e bisnetos, séculos à frente.

Antever o futuro deixou de ser incumbência dos magos para ser responsabilidade dos que planejam. Aqui, na Secretaria do Planejamento do Estado do Ceará, é nítida, na consciência de todos, esse sentimento de responsabilidade. Percebe-se, claramente, a confiança de que, no governo que se inicia, o planejar seja cada vez mais importante. A vontade de colaborar está presente - e não poderia ser de outra forma – porque o planejamento sempre se antecipará ao fazer.

Dimas de Castro e Silva Filho, Esp.
Meu pai, Eng. Agrônomo, Analista de Planejamento e Orçamento da SEPLAG-CE

domingo, 15 de junho de 2008

Orgulho de ser político

Um filho advogado, engenheiro, administrador, professor, médico, todo mundo quer! Mas você DESEJARIA, do fundo do seu coração, um filho político de carreira? Você vê isso com muita freqüência? No Brasil de hoje? Difícil encontrar um pai, muito menos uma mãe, desejando uma carreira política para um filho. Ao pé da letra, não há nada demais nisso. Pelo contrário, ter a oportunidade de administrar o desenvolvimento de uma cidade, um estado, ou até mesmo um país, de criar leis que beneficiem o bem estar de um povo e o progresso de uma nação, é das tarefas mais nobres que um homem pode receber.

Mas vamos aos fatos. Todos os dias ao abrirmos os jornais, ou ligarmos a televisão, vimos o que? Escândalos! Um atrás do outro! Em todos os partidos, por todo Brasil. Interrompidos apenas por: Futebol, Carnaval, Natal, uma catástrofe natural ou um “crime bárbaro” de vez em quando. Nos últimos anos, os “esquemas” começaram a ser desbaratados e as máscaras começaram a cair, uma a uma. Mas a coisa parece estar impregnada. Político do quilate do ex-senador Jefferson Péres é exceção, e não a regra. Como pode um possível pretendente a um cargo público entrar numa campanha sabendo que suas despesas somariam 2, 3, 4...vezes o valor total de seus 4 anos de mandato? Não dá? E não venha me dizer que a campanha é financiada por empresários, pois quem dá quer receber! E de que jeito este “investimento“ volta? Deus sabe... Acho até que Deus preferia nem saber!

E o povo não vê? Vê! Mas finge que não vê que os tais não vão pra cadeia, porque CPIs acabam em pizza, porque denuncia não dá em nada, nada dá em nada! “Ruim com ele, pior sem ele!”, “Rouba, mas faz!”. A realidade parece clara. A verdade parece estar à vista de todos, mas parece que somos um povo “acostumado”, “conformado”, “apático”. Desconhecedores do nosso valor somos tangidos como gado, a cada 4 anos, para um curral onde se oferecem: camisas, bonés, cimento, tijolo, um belo e ludibriante discurso com trio-elétrico animado por alguma banda de forró da moda. E depois disso? Depois disso você vota, e como se diz por aqui, perde seu valor! O eleito assume o cargo e faz o que quer, do jeito que quer, afinal ele foi eleito...

Sabemos que políticos dizem ter orgulho de serem políticos. Que se orgulham de “serem”: vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores ou presidente, neste país. Mais interessante é que NÓS tenhamos orgulho dos políticos que temos! Aliás, a postura imperial de alguns deles, percebida através da arrogância e tom de superioridade, faz parecer que mal sabem que, quando eleitos, “estão” e não “são” vereadores, prefeitos, etc... Se conscientes fossem, revestiriam-se do cargo sabendo que ele é transitório. O Brasil que viu o império virar república, a escravidão ser abolida, o trabalhador ter direitos garantidos, precisa agora ver o estado ser governado e legislado por homens honestos e capazes de promover os melhoramentos, maciçamente, “prometidos” de: educação, saúde, emprego, transporte, moradia e segurança. Neste mar de desesperança, existe uma única praia, o voto. Bom que fosse não obrigatório, mas já que não o é, melhor que fosse dado a algum político, no bom sentido da palavra, preparado para servir AO POVO. Tenhamos orgulho de votar. Tenhamos orgulho de nossos governantes.

Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Eng. Civil, Prof. do Departamento de Construção Civil da URCA
Artigo publicado no Jornal do Cariri de 10/06/2008; e nos Blogs: Cariri Agora (www.caririag.blogspot.com) e Blog do Crato (www.blogdocrato.blogspot.com) de 16/06/2008.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O preço do Estado

Viver no Brasil é muito, muito caro!

Alguém discorda? E por quê? Manter e ampliar a infra-estrutura do país custa muito dinheiro. Dinheiro que vem do? Exato! Do bolso do brasileiro, contribuinte, extraído através dos gordos impostos arrecadados pela União, Governos Estadual e Municipal. É I.O.F., é I.C.M.S.,é I.P.T.U.,é I.P.V.A., e o leão do I.R. todo santo ano! Paga o trabalhador comum, paga o comerciante, paga o empresário. Cada um dando o que lhe é, devidamente, “indevido”. A sonegação é ilegal. Entretanto, mais e mais se houve falar de empresários que, devido a essa carga tributária, adotam esta prática como única solução para a sobrevivência de suas empresas. Os Governos recolhem impostos necessários ao pagamento de suas vultosas despesas. Essas despesas são definidas todo ano em, igualmente, vultosos Orçamentos. Orçamentos deveriam ser ferramentas muito bem elaboradas, munidas de um preciso levantamento dos custos de cada item de despesa. O problema é que aqui os Governos arrecadam mais e se recebe, proporcionalmente, menos. Em países de primeiro mundo, ou em crescente e ordenado desenvolvimento, a carga é muito menor e a população desfruta de muito mais educação, saúde, transporte, segurança... essas coisas que os políticos “prometem como sem falta” e faltam como sem dúvida!

Pra falar num Cearês claro: Faz raiva!
Se, a maioria da população, “acostumada” a tanta pobreza, vez por outra reclama, imagine para quem teve a oportunidade de presenciar a realidade de outros países da Europa ou até desta mesma América. No Brasil, uma educação gratuita de péssima qualidade, onde alunos de 3ª. série não sabem ler e nem escrever, um S.U.S. desacreditado, um sistema de transporte de péssima qualidade e mal definido, cidades sem infra-estrutura suficiente de saneamento, habitação e segurança, que aliás é resultado da falta de tudo isso. A situação só não é pior graças ao esforço diário dos bravos profissionais da educação, saúde, transporte, segurança, que lutam de todas as formas para atender a população, com os poucos recursos que dispõem. Lá fora, há escolas e universidades para quem quiser e oportunidades para quem buscar. Ninguém fica doente por muito tempo. Hospitais e recursos humanos em número suficiente, tratamento dentário, oftalmológico... Sim, óculos também são de graça! O transporte urbano é, na sua grande maioria, feito de trem, mais barato, rápido, melhor distribuído e menos poluente. Pode-se andar, despreocupadamente, pelas ruas das grandes cidades, reflexo de uma sociedade de mais oportunidades e menos desigualdades e conseqüentemente mais segura.

Por outro lado, somos um país privilegiado. É notória a quantidade e qualidade de recursos naturais do Brasil. Aqui também não há catástrofes naturais, nem atentados. Nenhum furacão ou terremoto, como o que abalou a China, que derruba prédios, matando pessoas. Não estamos sob ameaça de carros e homens-bomba. Não estamos em guerra com nenhum país. Nossos problemas são solúveis. Depende, apenas, de nós mesmos e não somente da interferência Divina. Se escolhermos melhor quem vai ter as “chaves dos cofres” há mais chances de mudarmos esta penosa realidade. A incompetência administrativa não é tolerada na iniciativa privada. Por que tolerá-la na administração pública, quando se trata de governantes, nossos “representantes” e “servidores”, eleitos pelo nosso valioso voto? Quem paga caro, em regra geral, é mais exigente. Sejamos mais exigentes, estamos podendo!

Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Eng. Civil, Prof. do Departamento de Construção Civil da URCA
Artigo publicado no Jornal do Cariri de 08/07/2008; e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) em 05/06/2008.