segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Crato amado, idolatrado!

Há aproximadamente 4 meses, mais precisamente na semana da Expocrato 2009, quando escrevi para esse jornal o artigo: “Parque de Exposições, Xodó dos Cratenses”, a proposta do Governo do Estado de mudar o local do Parque de Exposições do Crato era o assunto mais comentado e debatido em todos os lugares. Onde quer que houvesse duas ou mais pessoas reunidas, o assunto era o mesmo. O momento era de ebulição e a rejeição a idéia, por parte da população, foi enorme! Audiência pública, discursos inflamados dos dois lados, bate-bocas. Espíritos de “porco” à parte, o resultado foi positivo para a população do Crato.

Acredito, e essa é uma opinião pessoal, que o Crato tantas vezes colocado como irmão “pobre” de Juazeiro e coadjuvante no cenário político regional, teve no grito do seu povo, o alerta na defesa de suas tradições, o clamor ao respeito de sua opinião, optando pela permanência do local do evento (exposição) onde está! Postura que fez reviver os ideais e diligência herdados da heroína, de outrora, Dona Barbara de Alencar. O levante social fez o governante maior deste estado repensar seu ponto de vista, anunciando em seu discurso, em pleno palanque do picadeiro do parque, a formação de uma comissão que avaliaria e decidiria a melhor solução para o povo do Crato.

Foi preciso que um ícone da cidade fosse ameaçado para que sua população se unisse e saísse em defesa de seus interesses. Quem dera se todas as causas importantes fossem tão bem defendidas como essa. Causas como EDUCAÇAO, saúde, transporte, lazer e habitação, mas vamos deixar esse assunto para outro momento. O ponto é: passados quase 4 meses o assunto morreu! Não se fala mais nisso! Reforma geral ou construção de um novo parque? Não se decidi nada! A última notícia relacionada foi a construção de um muro limítrofe e nada mais.

O problema é ainda mais profundo. Qualquer que seja a decisão, já está atrasada! Se a solução for pela reforma, adequação do espaço, do parque as atuais demandas de público, estamos atrasados. Se a solução for pela construção de um parque num outro terreno distante do atual, também estamos atrasados. Pelo andar da carruagem, o maior evento da cidade, sucesso de público desde sua criação, terá em 2010 mais uma edição espremida no terço de terreno ocupado pela cinqüentenária estrutura.

A população precisa estar atenta ao andamento do assunto e cobrar uma definição da dita comissão. Do ponto de vista de engenharia, precisa cobrar a conclusão do estudo de viabilidade, projetos, licitação e a mesma atenção ao cumprimento do cronograma que o governo demonstra com outras obras como a do Hospital Regional Regional (Juazeiro do Norte), Trem do Cariri, CEASA (Barbalha) e mais recentemente o Centro de Convenções de Crato. Afinal, como foi amplamente divulgado, são 25 milhões de reais dos cofres do estado para construção de um parque moderno, no terreno do Parque Pedro Felício Cavalcante ou noutro qualquer.

“Abram dos olhos, meu povo!”
O Crato precisa continuar sendo: ”...amado, idolatrado!”

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pela esquerda ou pela direita?

Sem arrodeios, existem duas regras, básicas, de trânsito que são desrespeitadas diariamente e que sozinhas devem representar a maior parte os acidentes em nossos dias: ultrapassagens proibidas pela direita; e guardar a faixa da esquerda sem pretender nenhuma ultrapassagem. Todos nós, dirigindo carros, motos ou dentro de algum transporte coletivo, por algum tempo, durante o dia estamos expostos a este tipo de situação.

De maneira geral, ultrapassar exclusivamente pela esquerda é regra NUNCA obedecida pelos motoqueiros. É impressionante! A motocicleta deve passar esta “impressão” ao condutor de “donos da situação”, seres intocáveis, perfeitos, incapazes de cometer erros de cálculo no tempo de uma ultrapassagem ou até mesmo da capacidade de reagir a um movimento inesperado de um motorista que será ultrapassado. Não é raro encontrarmos motoristas de carros, grandes ou pequenos, cometendo a mesma séria infração. O fato é que, exceto raríssimas exceções e ai me incluo, TODOS ultrapassam pela direita! Levados, talvez, pela impaciência de esperar infinitamente a hora em que o “magnífico” motorista à sua frente resolva tomar à faixa da direita e liberar a via, de ultrapassagem, para ultrapassagem.

Já deu pra notar que, atribuo parte dos problemas de trânsito aos que guiam veículos de 2 rodas, mas tenho meus argumentos. Quantos motoqueiros, em cada 10 que você conhece, têm carteira? Não conheço a estatística oficial, mas já ouvi dizer que seriam 4, ou até mesmo 5, “sem habilitação” na região do CRAJUBAR. Se partimos para cidades vizinhas esse número deve subir para 6 ou 7! Ou seja, não passaram pelos exames, muito menos pela preparação necessária ao entendimento de todas as regras de legislação e primeiros-socorros no trânsito. Quem nunca viu uma moto deitada no chão ao lado de algum desatento ou desafortunado motoqueiro? Estes são levados a conhecerem seus limites quando são abalroados e caem vítimas de sua própria imprudência ou imperícia. A desvantagem das motos é que não há cintos de segurança, nem air-bags, e que o pára-choque normalmente é a cabeça, tórax ou os membros do condutor e garupeiro.

Quero deixar uma mensagem aos, nobres, motoristas “proprietários das faixas da esquerda” dizendo: “Deixem-nos passar!”. Vocês também precisarão disto uma hora! Deixem o orgulho de lado, digo a ignorância, e entendam que não tem direito exclusivo do uso da faixa, apenas porque chegou ali primeiro! Quer chegar em primeiro lugar? Vá a um autódromo! Lá você pode ter sua chance. Arrisco dizer que, esse gesto evitaria pelo menos metade dos acidentes com moto que ocorrem, muitas vezes, da desatenção do motorista que trafega pela esquerda e devido à imprudência de motoqueiro que insiste em ultrapassar pela direita. Apelo também aos gestores do trânsito local que promovam campanhas educativas! Divulguem as estatísticas de acidentes e infrações. Fiscalizem veículos e condutores. Punam os infratores! A educação é ponto fraco de nossa nação. A educação no trânsito, ou a FALTA de educação, vem fazendo vítimas a todo instante. Não sejamos as próximas.


Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/), Cariricaturas (http://www.cariricaturas.blogspot.com/), Blog do Tarso Araújo (http://tarsoaraujo.blogspot.com/), e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 10/11/2009.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sequelas do crescimento


Atualmente, o assunto: “Crescimento da região do Cariri” está na “boca do povo”. Alardeia-se a transformação da região em um pólo comercial e industrial. Viramos: Região Metropolitana! Mas a centralização da “riqueza”, ou o dito “crescimento”, trouxe mesmo a melhoria na qualidade de vida de sua população? Tem-se educação, saúde, habitação, lazer e transporte de boa qualidade para todos? Vive-se melhor? Quanto nos custou tudo isso?

É notório o salto econômico do Brasil, principalmente, nos últimos 8 anos. Para encurtar a conversa, basta dizer que pagamos a, impagável, dívida externa. Lembram do FMI? A nação desfruta de dinheiro fácil para financiamentos privados, muito em moda no Cariri. Os Juazeirense se tornaram experts nisso! Financiamentos são o combustível certo para o desenvolvimento econômico, desde que parte do capital emprestado: transforme-se em postos de trabalho, com salários justos; reverta-se em impostos aplicados no bem estar do cidadão; e se, o valor do empréstimo for pago, ao banco, no prazo e com os juros acordados. Assim, o exemplo de empreendedorismo ensinado pelo ilustre Cratense Padre Cícero terá dado certo! O problema é que muitas vezes a história, por aqui, não é sempre essa..., mas isso fica pra outro artigo.
Amigo, quero alertar que “a casa caiu”! Colhemos o fruto da aplicação errada do dinheiro público! Representantes que não tiveram competência (entenda-se decência) para priorizar a EDUCAÇAO como único veículo desenvolvimento sustentável de um povo. Temos ricos, mais ricos, e novos ricos que pagam para eleger esses “representantes”. A classe média assiste, à tudo, inerte. Os pobres, até bem pouco tempo miseráveis, embreagam-se com a realidade de poder, à prestação, adquirir uma moto 125 cc, uma TV, um DVD e celular pré-pago. A ressaca vem toda manha ao deixar os filhos na escola pública, mal equipada, dirigida por professores mal remunerados e pouco capacitados. Vem ao recorrer a um sistema de saúde sucateado e insuficiente. Vem do trânsito por vias estreitas e não ou mal pavimentadas, geridas por órgãos igualmente mal equipados e despreparados. A ressaca vem na volta pra casa, quando não se tem um sistema público de transporte eficiente, suficiente e barato. Vem ao chegar em casa e ver seus filhos brincando em ruas com esgoto à céu aberto. Essa é a realidade do “Cariri” que está fazendo o outro Cariri crescer. O Cariri que não tem dinheiro pra pagar ESCOLA PARTICULAR. O Cariri que não pode pagar por PLANOS DE SAÚDE. O Cariri que não tem SANEAMENTO, ASFALTO, muito menos, PRAÇAS e CENTROS ESPORTIVOS, na porta de casa. O Cariri que é obrigado a arriscar a vida, todos os dias, pegando “TOPIC” e MOTO-TÁXI.

Tem jeito? Tem! A mudança deve acontecer a partir do entendimento da inconveniente realidade que se apresenta. Escolhendo-se melhor os que irão gerir nossos impostos. Cobrando-se a correta aplicação dos recursos públicos e não perdendo a capacidade de indignar-se com a prática da corrupção (disfarçada de incompetência) de alguns destes representantes, penalizando-o (os) com a sua NÃO reeleição.

Sequelas de uma região que “cresce” a olhos vistos!

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/), Cariricaturas (http://www.cariricaturas.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 13/10/2009.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Resultado: trabalho, confiança e bom humor!


Nesta quarta-feira, quem assistiu ao jogo entre as seleções femininas de vôlei do Brasil e Rússia, testemunhou mais do que uma vitória suada após exaustivos cinco sets. Desfrutou de uma lição de filosofia de vida.

A equipe que vencesse avançava na fase final do Grand Prix, torneio mais importante do ano. O Brasil, esteve em desvantagem praticamente todo tempo e no final, era de 2 pontos, 14 à 12 para Rússia. O técnico José Roberto, o mesmo que liderou a equipe masculina ao primeiro ouro olímpico em 1992, pediu tempo. Num tom controlado e confiante disse: “Vamos lá pessoal, são só dois pontos! Dá pra ir buscar!”. E foi suficiente. As “meninas” fizeram 13, 14 e 15 pontos, na mesma Rússia que tirou o campeonato mundial do ano passado. Um feito quase inalcançável, incomum até pouco tempo! Uma recuperação como essa para nossa virtuosa geração de Bernardo, que inventou o saque “Jornada nas Estrelas”, William, Renan e do reserva Bernardinho, medalha de prata nos jogos de Los Angeles, seria impossível. O Brasil tinha jogadores talentosos, bem treinados, taticamente obedientes, mas os Americanos eram tão bons quanto, só que bem mais altos!

O resultado positivo da seleção brasileira frente à Rússia veio principalmente da autoconfiança, da consciência de que cada uma delas tem, de que eram capazes de não errar os saques, bloqueios, recepções e finalizações, nenhuma vez, até o fim da partida. Elas acreditaram nisso porque tem igualdade de condições no tocante a estatura e, tecnicamente, treinam (trabalharam) tanto quanto as adversárias. O trabalho planejado e bem gerido de toda equipe, desde a seleção das atletas, treinamento e conquistas anteriores, fez com elas soubessem que estavam prontas para alcançar o resultado, a vitória! Outros exemplos recentes foram os recordes mundiais estabelecidos pelos dois gigantes do esporte, Cielo e Bolt, homens mais rápidos do mundo na natação e atletismo. Estilos diferentes, mas a mesma fórmula. O primeiro, extremamente concentrado antes da prova, batia no peito com força como de dissesse aos próprios músculos: “Façam a sua parte! Treinei muito e estou pronto para vencer!”. O segundo, descontraído antes da largada, aguardava a partida demonstrando bom humor, de quem confia que seus músculos corresponderão à confiança que sua mente deposita neles.

Estes atletas, de diferentes nacionalidades, através do esporte, nos ensinam muito mais do que: “homens treinados são capazes de superar e estabelecer recordes”. Japoneses gastam quase 2/3 da duração de um empreendimento planejando. Americanos trabalham duro para alcançar seus objetivos. Ingleses e Alemães confiam no seu potencial e constantemente colhem bons frutos dessa atitude. Enfrentemos os desafios diários que a vida nos impõe como as nações, e seus atletas, que provam que homens e mulheres, podem transformar seus sonhos em resultados, usando de: planejamento, trabalho, confiança e bom humor.

Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/), Cariricaturas (http://www.cariricaturas.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 25/08/2009.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Falta de educação também mata!


A gripe suína, uma das variações da influenza, surgiu há pouco mais de dois meses como a grande ameaça a saúde da humanidade. O tempo passou e, pelo que se vê, a tal gripe se espalhou com rapidez, chegando agora ao Cariri. Apesar da febre alta constante e de ser muito agressiva ao sistema respiratório, a doença, diagnosticada e tratada a tempo, mata muito menos do que se pensava. O percentual de mortes é muito parecido com o da gripe comum. Daí vem à pergunta: Em pleno século XXI, ainda se MORRE de gripe?

Voltemos ao distante ano de 1500, quando o Brasil fôra descoberto pelos portugueses. A viagem durava semanas e os navegantes, sadios e doentes, dividiam o pouco espaço de suas embarcações com porcos, vacas e galinhas. A água era escassa e contaminada por toda espécie de vermes e bactérias. Foram eles que trouxeram o primeiro “presente” ofertado(transmitido) aos nossos compatriotas índios, o vírus da gripe! Sem a menor chance de sobreviver, não tinham “resistência” (anticorpos) a doença, não se sabia como evitar o contágio, e morriam aos milhares! Mas, de Cabral pra cá, já se vão mais de 500 anos! O que mudou? O que não mudou?

Os hábitos, ou maus hábitos, mudaram muito pouco! Brasileiro, via-de-regra, parece pensar que qualquer um, menos ele, pode transmitir doenças. Ignora os sintomas até o dia que “cai de cama”, ou “baixa hospital”, numa demonstração de prepotência por não achar que irá adoecer, e irresponsabilidade por não poupar o próximo do contágio desavisado e indesejável. O “bom” brasileiro, mesmo tendo contato com alguém doente, gripado, ou apresentando sintomas da doença, não muda em nada sua rotina diária. Vai ao trabalho, escola, igreja, cinema, shopping, pratica esportes, tudo como se “não estivesse doente”, como se a saúde alheia não fosse da sua conta. Um absurdo! Uma falta de vergonha na cara! Transmitir uma doença consciente do mal que irá causar ao semelhante.

A Igreja Católica, desde a semana passada, orienta seus sacerdotes a não entregar as hóstias diretamente na boca, a não dar as mãos durante a missa em momentos como “pai-nosso” e “paz de cristo”. Orientações simples que ajudam a evitar a propagação do vírus e, conseqüentemente, diminuem as estatísticas de morte no país que tem o maior número de seguidores no mundo. Sei que hábitos culturais como aperto de mãos, abraços e beijos de cumprimento são difíceis de evitar, mas estejamos conscientes que estas são, definitivamente, as ocasiões onde há 99,9% de chance de contágio.

Acredito que esta gripe veio mesmo pra nos “ensinar” alguns bons hábitos, que não deveríamos esquecer, mesmo quando a epidemia passar. Hábitos simples, que nos remetem a imagem materna, quando nos dizia: “Menino(a)! Lavou as mãos para almoçar (quando saiu do banheiro)?”; “Não espirre (ou tussa) na direção das pessoas!”; e principalmente, “Hoje você não vai para aula, para não passar a gripe para seus coleguinhas!”. Tudo isso, além de evitar muitas enfermidades, é demonstração de amor ao próximo, de cuidado com a própria saúde, de bons costumes, de educação!

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/), Cariricaturas (http://www.cariricaturas.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 11/08/2009.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Parque de Exposições, Xodó dos Cratenses


Dias atrás li, neste mesmo Jornal, uma matéria que falava da intenção do Governo do Estado em mudar o local do Parque de Exposições do Crato. Sem dúvida, para quem é do Crato, mora no Crato, ou pelo menos conhece o Crato, recebeu esta notícia com surpresa e certa dose de desconfiança. A proposta já amplamente divulgada e debatida pelos meios de comunicação e sociedade, base da discussão, trata da construção de um novo Parque, em local a ser definido, e a construção de um novo Campus da URCA no terreno onde hoje está o Parque. A repercussão foi imediata. Todos perguntam e opinam sobre: Quais seriam as conseqüências da possível retirada do maior referencial econômico, cultural e histórico da cidade para outro lugar? Quem garante que esse novo Parque teria a aprovação popular e dos turistas? Seu novo local não anularia a tradição do Parque atual? Caso o novo Parque fosse um fiasco quais seriam as conseqüências irreversíveis e os prejuízos irreparáveis à cidade e sua gente?

Para a população do Crato, e das cidades circunvizinhas, esta é a sua maior festa! Julho é a época do ano em que todos ressurgem para rever parentes e amigos e, sem dúvida, a “Exposição” é o grande motivo! O local é marcado pela tradição de 58 anos de romarias ao ponto de encontro de todos os cratenses, espalhados pelo mundo. É a época do ano onde os filhos do Crato se reencontram em solo conhecido, envoltos em boas lembranças, que faz com que nos reconheçamos a partir da festa que atravessou todas as fases de nossas vidas. O Parque de Exposições é um ícone da cidade que, hoje, se confunde ou forma a própria identidade do Cratense. O que aconteceria se retirássemos a Praça do Ferreira, em Fortaleza, do local onde está e a transferíssemos para o Bairro Aerolândia? Ou o Carnaval de Olinda, de Olinda? Que tal se a Torre Eiffel, em Paris, de uma hora pra outra não estivesse mais lá? É da imagem, da tradição, que nós estamos falando!

O que se há de concreto hoje é um evento, sucesso de público, acontecendo no mesmo local, ano após ano, há mais de meio século. É fato também que administrações públicas anteriores não investiram na ampliação da instalação existente no Parque, que pouco difere da inaugurada na distante década de 50. Vale salientar que a atual estrutura não equivale nem à metade do tamanho total do terreno disponível. Que a URCA precisa de um Campus maior e melhores instalações é verdade, mas isso depende muito mais de dinheiro do que de espaço. O ginásio poliesportivo que seria construído em um terreno que abriga um estacionamento improvisado durante a exposição, nunca saiu do papel. Bem como a reforma do galpão (almoxarifado da URCA), vizinho ao mesmo estacionamento, que abrigaria os gabinetes de professores do Campus Pimenta. Que a cidade precisa destes 25 milhões isto pode ter certeza! Estou certo de que todos louvam a atitude do governador de direcionar este montante do orçamento estadual para o desenvolvimento do Crato. O que precisa ser estudado é de que maneira este dinheiro será melhor aproveitado em prol da cidade.

Sugiro que as obras citadas, previstas em Planejamentos Estratégicos da URCA, sejam executadas. Sugiro ainda um estudo arquitetônico, que utilize toda a área ociosa do terreno existente, que resulte num projeto que ofereça mais conforto a demanda crescente de expositores e visitantes. E claro, não se esquecer de reservar verba para melhoria do atual Campus Pimenta - URCA. Acredito que a melhor proposta sempre será aquela que represente o atendimento dos desejos da população da cidade, maior interessada e beneficiada dos melhoramentos. Sugiro ouví-la!

Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri


Artigo publicado no Jornal do Cariri de 14/07/2009 e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 14/07/2009.
Foto: gentilmente cedida Jornal do Cariri

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Minha Mãe!!!


Vocês, Mães, devem ser lembradas não apenas no segundo domingo de Maio de cada ano, mas todos os dias, de cada ano.

Mãe é tudo!
Mãe é a concebedora,
Mãe é a geradora,
Mãe é a parideira,

Mãe amamenta,
Mãe trabalha,
Mãe cuida,
Mãe se preocupa (por toda a vida),

Mãe defende,
Mãe educa (dizendo muito mais não, do que sim!),
Mãe ama (independentemente do merecimento do filho),
Mãe é este ser extraordinário que desabrocha na mulher que tem: um Filho(a).

Viva a quem tem Mãe!
Viva as mães!
Deus cubra de bênçãos a minha Mãe!

Dimas de Castro e Silva Neto
Filho da maravilhosa, Dona Salette.

terça-feira, 7 de abril de 2009

REPARTINDO O BOLO!


O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (31), a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 30 itens de material de construção, deixando o preço de 5% a 8% mais barato para o consumidor final. Com a medida que começa a valer a partir de 1º de abril (não desanime por que o dia é “da mentira”) o Governo parece querer, como se costuma dizer por aqui, “matar dois coelhos com uma cajadada só!”: defender o emprego do profissional da indústria da construção civil e estimular o cidadão comum a redirecionar suas aplicações (poupança) para a casa própria.
As construtoras, investidores e indústria do material de construção se beneficiam com a renuncia fiscal, mesmo que momentânea, tendo com isso uma margem maior que deve ser utilizada como desconto na venda dos imóveis e materiais. O reflexo esperado é a recuperação nas vendas de um mercado que, até então, assistia seu maior crescimento de todos os tempos. Com isso, espera-se evitar as demissões na cadeia produtiva, o que traria enormes prejuízos ao erário da União e a economia do Brasil.
Como disse Cláudio Conz, Presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção: ”O Brasil é construído pelos milhões de brasileiros que contratam um arquiteto e um engenheiro e gerenciam sua própria obra”. Do material de construção consumido no Brasil, 77% é comprado pelo cidadão comum, que reforma, amplia e constrói a própria casa. A redução no IPI deve reduzir o custo final da obra em até 8%. Construir agora só não é tão bom negócio para quem pensa em recorrer a empréstimo. Os juros podem eliminar, ou até superar, os descontos. A exemplo da compra de carros-novos, quem planeja construir (ou comprar imóvel pronto) e está com o dinheiro guardado, esperando pra ver quais seriam os efeitos da crise mundial, a hora é de aproveitar os descontos de ocasião!

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham e
Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

sábado, 14 de março de 2009

ESTRADAS DO MEDO


Em uma viagem recente à Fortaleza, de ônibus, refleti mais uma vez sobre a triste realidade social à que estamos fadados e o quanto não fazemos nada, ou quase nada, para mudá-la. Na semana anterior à minha viagem, acompanhei na imprensa as notícias da nova onda de assaltos, num total de 04(quatro) em menos de 07(sete) dias, aos ônibus que fazem a linha Juazeiro do Norte - Fortaleza, pela estrada estadual CE-060, vulgo “estrada do algodão”. Todos ocorridos no mesmo local, nas proximidades de Iguatu numa localidade denominada “vinte”. Bandidos armados, e motorizados, fazem com que o motorista do ônibus se dirija a um local ermo, onde os comparsas aguardam para fazer o “arrastão”. Deprimente, horrorizante, e acima de tudo, inaceitável! Este crime se repete ano a ano, mês a mês, no mesmo lugar! Isso é um absurdo! Como pode? É incompetência das autoridades tidas competentes do legislativo, judiciário ou executivo? Deixo o julgamento por sua conta. Sugiro aqui uma abordagem diferente, de que somos vítimas de um crime bem maior, o de corrupção envolvendo parte da indústria automobilística e muitos políticos que governaram e governam este país. Encontro aqui a oportunidade para falar dos nossos transportes urbanos, ou de como a indústria dos transportes rodoviário e aéreo, no Brasil, foram favorecidos em detrimento do ferroviário.

Apesar do forte investimento na criação de aeroportos, desde o surgimento do transporte de passageiros, o setor aéreo tem passado por maus momentos, a exemplo dos “apagões”. Os usuários têm, muitas vezes, de esperar horas à fio por um vôo, e até mesmo conformar-se aos não raros cancelamentos. A outra possibilidade é contar com o transporte rodoviário. Milhões de carros, motos e caminhões, fabricados exclusivamente por empresas estrangeiras, que cruzam as estradas e vias brasileiras. Neste setor temos um sistema de ônibus municipal, inter-municipal e inter-estadual onde não é rara a formação de cartéis. Para atender a uma parcela da população privada destes serviços, inventaram por aqui dois arranjos os: “moto-taxi” e as “lotações”. Perigosos, e até hoje não regulamentados, põem em risco diariamente a vida de seus usuários e dos outros motoristas. Mas por que não temos trem? Países desenvolvidos estão trançados por trilhos repletos de linhas e paradas de trem. Carros e ônibus? Para ir trabalhar ou viajar? Como dizemos por aqui: ”Só se for o jeito!”. Transporte barato, pontual, rápido e confortável lá, são os TRENS!

Desde a implantação das primeiras malhas ferroviárias no Brasil, era clara a estratégia de fortalecimento da indústria automobilística. Propositadamente, as bitolas dos trilhos eram diferentes, de estado para estado, evitando assim a integração da rede. O comprometimento dos “governantes” com seus financiadores de campanha, fez com que, ininterruptamente, recursos dos orçamentos públicos fossem investidos na construção de estradas e no asfaltamento das vias, ao tempo em que impediam as ações de crescimento e modernização das nossas mal amadas ferrovias. E não me venham dizer que temos trem... dois vagões? Uma via entre duas cidades? É muito, muito, pouco! A menos de 50(cinqüenta) anos era possível viajar, de trem, de Crato à Fortaleza e de lá a diversas cidades do interior do Ceará. Regredimos! Precisamos interessarmo-nos em conhecer, um pouco mais, sobre este meio de transporte tão popular há décadas em todos os países mais desenvolvidos, por suas qualidades incontestáveis. Precisamos de soluções urgentes, para as graves questões dos transportes aéreo e rodoviário, a exemplo da insegurança nas estradas e da regulamentação dos transportes alternativos. Entendermos as vantagens e desvantagens de cada sistema, pode vir à ser o caminho para cobrarmos melhoramentos que refletirão positivamente na nossa qualidade de vida e na das gerações que nos seguirão.


Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

BONS MODOS! COISA RARA...

Está cada vez mais raro de se ouvir, no dia-a-dia, palavras como: “Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Seja bem vindo! Posso entrar? Com licença? Por favor?! Disponha! Não há de que! Pois não?! Posso ajudá-lo?” Hoje, me pergunto: O que aconteceu? Por que, consciente ou inconscientemente, estamos nos acostumando a isso?

Quando criança, percebia que independentemente da classe social, cor ou credo, as pessoas estavam preocupadas em não infringir a “etiqueta”. Muitas, nunca ouviram falar nessa palavra, mas seus pais tornaram os bons modos o tipo de herança que não advêm de cifras. Todos tratavam o próximo com o “mínimo” de educação. O mínimo, para mim, é tratar a qualquer um com: atenção, cuidado e respeito. Claro que sempre existiram aqueles(as) grosseiros, brutos e ignorantes como dizemos por aqui, desprovidos de qualquer noção de educação e respeito ao próximo, mas esse eram a exceção e não a regra.

Que razões nos trouxeram a essa realidade? Seriam as famílias, pais e mães, que movidos pelo culto ao materialismo, moda dos dias de hoje, que valoriza o ter em detrimento do ser? Talvez... Quem sabe? Deixo a resposta para os filósofos, teólogos, psiquiatras, pedagogos e antropólogos, que através de suas teses tentam dissecar o assunto. Limito-me, muito mais, em apresentar o que se perde e o que se ganha com tudo isso.

Perde-se tudo! Perde-se a possibilidade de desejar um “Bom dia!” a alguém que, naquele momento, aguarda um gesto acolhedor. Perde-se a chance de após um breve e sincero: “Com licença, posso entrar!” ouvir um caloroso ”Claro! Seja bem vindo!”. Ganha-se nada! Exceto a penúria de receber, por vezes, o tratamento dispensado aos bichos, animais que por falta de raciocínio lógico não são capazes de dizer: “Obrigado!” Estejamos conscientes, de que nossos atos nos tornam responsáveis pelos “Bons dias” que não recebemos. Vamos refletir em cada situação e, deste modo, lembrar que somos exemplos para nossos filhos, maiores beneficiados de um mundo mais cordato e menos violento.

Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

DETRAN DE JUAZEIRO, BOA SORTE!

Há órgãos públicos, na região, que prestam ótimos serviços à comunidade a exemplo do Corpo de Bombeiros, Casa do Cidadão e SINE. Através do número 192, nossos bem treinados e sempre-alertas bombeiros, prestam serviço de socorro, nunca deixando de atender a um só chamado. O débito da população Caririense é enorme dada a dedicação destes que sempre chegam no menor espaço de tempo possível, em suas viaturas de salvamento, atendendo a milhares de vítimas de acidentes de trânsito que têm, graças a esses, suas vidas salvas. Na Casa do Cidadão e SINE, outras tantas milhares de pessoas, todos os meses, tem seus direitos civis garantidos quando é feita de maneira rápida, gratuita e desburocratizada a emissão de documentos como carteiras de identidade e de trabalho, e a concessão de benefícios como auxílio desemprego, banco de vagas de trabalho e encaminhamento nas mais diversas áreas.

Exemplos como estes, infelizmente, não são seguidos por todos. Servidores de alguns outros órgãos, em cargos de chefia ou não, se queixam da falta de verba de investimento na estruturação física de seus departamentos, ou da quantidade, ou tamanho das instalações públicas em funcionamento. Outros ainda reclamam do número reduzido de funcionários disponíveis ou do grande número de funcionários terceirizados, dando a entender o menor comprometimento da classe em comparação ao servidor concursado. Para mim, que também sou servidor público, é fácil reconhecer na maioria destas afirmativas verdades incontestáveis. E porque alguns órgãos deixam tanto a desejar, enquanto outros parecem superar as dificuldades prestando serviços, se não imediatos, comprometidos com o bem estar e respeito ao usuário?

A superintendência regional do DETRAN no Cariri está instalada, desde 2002, na rodovia Padre Cícero, Juazeiro do Norte. Quem se dirige aquele órgão em busca de atendimento irá encontrar um cenário dos mais desanimadores. A criticada lentidão do serviço público encontra naquele prédio sua perfeita justificativa. É preciso paciência e muito tempo disponível para esperar sua vez, de pé, nas grandes filas que se formam por todos os lados em um claustrofóbico ambiente onde os dois aparelhos de ar-condicionado parecem lutar, em vão, contra o calor liberado pelos corpos das centenas de pessoas ali vitimadas. Para conseguir obter serviços como o de renovação da habilitação é necessário enfrentar as filas: da senha, do pagamento de taxas, da foto, do cadastro para agendamento do exame médico, outra para o exame médico, para a prova de direção defensiva e primeiros socorros, para a emissão da carteira provisória e após 15 (ou 20) dias, nova fila para o recebimento da carteira definitiva. Contou? São oito filas!!! Seria injusto se não citasse a fineza do tratamento de alguns funcionários, inclusive do disponível e simpático gerente do posto. No entanto, a espera nas filas, como a da foto, de aproximadamente 2 horas, pelo despreparo do funcionário, e na fila do exame médico, de 2 horas e meia, pelo descaso do setor por não avisar do horário de atendimento dos médicos (ou do médico), atendimento este que, à propósito, dura apenas o tempo de ler uma dúzia de letras seguido de uma deprimente “acocorada”! Seria cômico, não fosse trágico!

Estes são fatos consensualmente não isolados e que exigem ações urgentes e satisfatórias à população de todo centro e sul do Estado, dependentes dos seus serviços. O cidadão deve exigir melhor uso dos impostos que mantêm este tipo de estrutura. O cidadão exige respeito ao seu tempo. O cidadão exige respeito à sua condição de beneficiado e não de amaldiçoado.

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri de 10/02/2009 e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 10/02/2009.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

CUIDE BEM DO SEU EMPREGO!

Passada a euforia das festas de fim de ano, a ressaca das contas negativas emerge. Para muitos brasileiros o Natal e o Ano-Novo, regados a décimos terceiros ludibriantes ofuscaram, um pouco, o tamanho da crise que assola a economia mundial. Um pouco, pois alguns comerciantes já testemunham a redução no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2007. Outro fenômeno identificado é o aumento do número de pagamentos à vista em relação aos pagamentos à prazo, o que demonstra certa “precaução” por parte do consumidor quanto a necessidade de não adquirir novas dívidas, vincendas em 2009.

O ano novo trouxe consigo a grande dúvida: e agora, o quanto a crise vai nos afetar? A análise mais coerente parece ter mais fundamentação quando parte do panorama da economia Norte Americana, de onde surgiu a crise. Pátios repletos de carros novos, queda na produção e vendas de quase tudo, o maior número de demissões desde o fim da 2ª Guerra Mundial. O governo Americano tenta, desesperadamente, conter a redução do consumo e, consequentemente, as demissões, através da abertura de novas linhas de crédito, redução da taxa de juros, empréstimos de bilhões de dólares às empresas e, mais recentemente, a redução dos impostos dos contribuintes pessoa física. Ações como estas, estão sendo seguidas à risca pelo Brasil e no resto do mundo. Nosso governo, a exemplo da recente redução do I.P.I. dos automóveis, finalmente, resolve dividir o “bolo” com o cidadão comum. Pena que a fatia tenha vindo numa hora tão difícil e com data marcada pra acabar.

Com base nisso, o emprego parece ser bem precioso! Na recessão, a redução de custos passa necessariamente pelo “item” mão-de-obra, ou seja, as demissões. Caso isso venha a acontecer, porque essas coisas acontecem, deve-se estar preparado. Quero chamar atenção ao fato de que, não há garantias que as ações adotadas pelos governos surtirão o pleno efeito desejado e que, principalmente, é hora de empenho, individual e em equipe, para que a sua empresa, ou a empresa onde você trabalha, encontre novas soluções de sobrevivência à crise. Portanto, dentro das ações que nos cabem, é fundamental não contrair dívidas e dispor de algum dinheiro guardado, uma poupança, para enfrentar um indesejável, mas possível, período de “vacas-magras”.

Dimas de Castro e Silva Neto

Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham
Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo publicado no Jornal do Cariri de 13/01/2009 e nos Blogs: Cariri Agora (http://www.caririag.blogspot.com/) e no Blog do Crato (http://blogdocrato.blogspot.com/) de 13/01/2009.