
Para se candidatar a um cargo do executivo, como o de prefeito por exemplo, o candidato, ao contrário de um pleiteante a uma vaga de juiz, promotor, professor universitário, médico ou dentista de PSF, não precisa ter título de pós-graduação, muito menos ter nível superior. Pode ainda pleitear o cargo, sem apresentar curriculum vitae, comprovando vínculos empregatícios anteriores, seus trabalhos desenvolvidos e respectivos resultados, munidos de boas “cartas de referência”. Pode participar de uma eleição sem ter inclusive as contas aprovadas, em caso de ter ocupado o cargo anteriormente.
Quando eleito, dispõe de 4 anos e se obriga apenas a prestar contas do dinheiro gasto. Pode parecer suficiente à primeira vista, mas para uma nação que clama por melhores oportunidades para todos, apresentar um projeto de governo, apontando claramente as metas a serem alcançadas fazendo uso do orçamento disponível, deveria ser obrigação. Complementarmente, deveria haver uma consulta anual, bienal ou ao final do mandato, para apontar o grau de satisfação do eleitor ao trabalho prestado pelo empossado, podendo esta inclusive vetar uma, possível, futura investidura deste a um outro cargo público. Sonho distante? Talvez. Mais que isso, caminho para mudar esta realidade que privilegia o candidato que tem mais dinheiro, ou é financiado por outros políticos, ao invés de termos servidores públicos, porque é isso que deveriam ser, aptos a gerir nossos impostos transformados em orçamentos também públicos. Jogue a primeira pedra quem achar que o sistema que está ai, não dá acesso a qualquer candidatura mal intencionada, motivada pela ausência de indicadores de qualidade e eficiência.
O sistema vigente não contribui à criação de um Brasil melhor, de menos desigualdade social, de real vislumbramento de um país soberano em suas decisões, de oportunidades iguais para todos. Nos dias de hoje, até o termo “político” parece ter o tom pejorativo, ligado muito mais a habilidade de formar conchavos em busca do número de votos necessário à eleição, do que à qualidade de coordenar ações, nas diversas esferas, que gerem benefícios a seus eleitores. Bom seria termos muitos pleiteantes qualificados e creditados a gerir a coisa pública. Melhor ainda, ver o dia em que estes cargos fossem, todos, ocupados por candidatos à altura da investidura.
Melhores processos, melhores gestores!
Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Quando eleito, dispõe de 4 anos e se obriga apenas a prestar contas do dinheiro gasto. Pode parecer suficiente à primeira vista, mas para uma nação que clama por melhores oportunidades para todos, apresentar um projeto de governo, apontando claramente as metas a serem alcançadas fazendo uso do orçamento disponível, deveria ser obrigação. Complementarmente, deveria haver uma consulta anual, bienal ou ao final do mandato, para apontar o grau de satisfação do eleitor ao trabalho prestado pelo empossado, podendo esta inclusive vetar uma, possível, futura investidura deste a um outro cargo público. Sonho distante? Talvez. Mais que isso, caminho para mudar esta realidade que privilegia o candidato que tem mais dinheiro, ou é financiado por outros políticos, ao invés de termos servidores públicos, porque é isso que deveriam ser, aptos a gerir nossos impostos transformados em orçamentos também públicos. Jogue a primeira pedra quem achar que o sistema que está ai, não dá acesso a qualquer candidatura mal intencionada, motivada pela ausência de indicadores de qualidade e eficiência.
O sistema vigente não contribui à criação de um Brasil melhor, de menos desigualdade social, de real vislumbramento de um país soberano em suas decisões, de oportunidades iguais para todos. Nos dias de hoje, até o termo “político” parece ter o tom pejorativo, ligado muito mais a habilidade de formar conchavos em busca do número de votos necessário à eleição, do que à qualidade de coordenar ações, nas diversas esferas, que gerem benefícios a seus eleitores. Bom seria termos muitos pleiteantes qualificados e creditados a gerir a coisa pública. Melhor ainda, ver o dia em que estes cargos fossem, todos, ocupados por candidatos à altura da investidura.
Melhores processos, melhores gestores!
Dimas de Castro e Silva Neto, M.Sc.
Eng. Civil, Prof. do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Um comentário:
Dimas, Parabéns pela sua indicação de processo para escolha de gestores. Acho que este deveria ser utilizado não só no cmapo político, mas de gestores dos mais variados, como por exemplo, chefes de departamento, diretores de centro, coordenadores de curso, até como forma de perceber como o próximo deve proceder co indicações de bons caminhos e de caminhos a serem evitados.
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