Está cada vez mais raro de se ouvir, no dia-a-dia, palavras como: “Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Seja bem vindo! Posso entrar? Com licença? Por favor?! Disponha! Não há de que! Pois não?! Posso ajudá-lo?” Hoje, me pergunto: O que aconteceu? Por que, consciente ou inconscientemente, estamos nos acostumando a isso?Quando criança, percebia que independentemente da classe social, cor ou credo, as pessoas estavam preocupadas em não infringir a “etiqueta”. Muitas, nunca ouviram falar nessa palavra, mas seus pais tornaram os bons modos o tipo de herança que não advêm de cifras. Todos tratavam o próximo com o “mínimo” de educação. O mínimo, para mim, é tratar a qualquer um com: atenção, cuidado e respeito. Claro que sempre existiram aqueles(as) grosseiros, brutos e ignorantes como dizemos por aqui, desprovidos de qualquer noção de educação e respeito ao próximo, mas esse eram a exceção e não a regra.
Que razões nos trouxeram a essa realidade? Seriam as famílias, pais e mães, que movidos pelo culto ao materialismo, moda dos dias de hoje, que valoriza o ter em detrimento do ser? Talvez... Quem sabe? Deixo a resposta para os filósofos, teólogos, psiquiatras, pedagogos e antropólogos, que através de suas teses tentam dissecar o assunto. Limito-me, muito mais, em apresentar o que se perde e o que se ganha com tudo isso.
Perde-se tudo! Perde-se a possibilidade de desejar um “Bom dia!” a alguém que, naquele momento, aguarda um gesto acolhedor. Perde-se a chance de após um breve e sincero: “Com licença, posso entrar!” ouvir um caloroso ”Claro! Seja bem vindo!”. Ganha-se nada! Exceto a penúria de receber, por vezes, o tratamento dispensado aos bichos, animais que por falta de raciocínio lógico não são capazes de dizer: “Obrigado!” Estejamos conscientes, de que nossos atos nos tornam responsáveis pelos “Bons dias” que não recebemos. Vamos refletir em cada situação e, deste modo, lembrar que somos exemplos para nossos filhos, maiores beneficiados de um mundo mais cordato e menos violento.
Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
5 comentários:
Lestes meus pensamentos... A boa e sincera educaçao se perde nesses tempos e isso é triste demais!
Nada melhor que um bom dia e se for "bom dia, flor do dia" para os mais próximo se perde mais ainda... Ficamos sem perceber o sorriso de quem o recebe e alegria de quem os dá.
O bom mesmo é fazer a nossa parte, afinal com os bons exemplos conseguimos muito!
A educação começa em casa. Se no lar já não se educa como antigamente - com bons modos - o que se pode esperar do restante. É o materialismo do TER em detrimento do SER.
Caro Dimas!
Ótimo o artigo! Muito bom o comentário do Joaquim também.
Refletir junto com vocês tem sido um presente para mim no Cariri. É bom saber que as pessoas que fazem nossa Universidade se preocupam com o OUTRO. E é nossa responsabilidade lutar para um convívio melhor. Parabéns!!
Excelente texto, caro Dimas.
Como diz um amigo meu paisagista: trate as pedras como flores, trate as plantas como trata os animais,trate os animais como pessoas e trate as pessoas como anjos.
Alexandre Sales
Prof. Urca(Paleontologia)
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